Eu, o Pequinês

 

 

 

 

 

 

Minha “coisa” com a China começou em 2008. Eu trabalhava na Space e, entre outras coisas, escrevia os textos de um site infantil, o Radarkids. Como era ano de Olimpíadas, resolvemos fazer uma cobertura fictícia, e depois de um brainstorm rápido ficou claro que o repórter de campo teria que ser um cachorro pequinês.

Eu era o Pequinês. Durante quase um mês passei os dias lendo notícias de esportes e pesquisando sobre as maiores bizarrices de Pequim para dar um pano de fundo legal aos posts. Procurei este blog no google hoje, mas o link não funciona mais. Felizmente consegui achar uma imagem do cão, o headline da página especial, que é este aí em cima. Foi uma época muito legal. A gente tinha liberdade criativa para fazer (quase) qualquer coisa, e o Itiberê, o chefe, incentivava.

Descobri a maratona da Muralha, a Muralha, os espetinhos de inseto. E deu uma vontadinha.

Agora, quase três anos depois, vamos, eu e o Leandro – meu marido/ namorado/ noivo – fazer um mochilão pela China. Não só Pequim, mas Chengdu, que antes era território Tibetano (e onde ficam os pandas) e Shangai, com os entremeios de trem. Além disso, vamos para o Vietnã e Hong Kong, que parece China mas não é.

Vou contando tudo aqui. Finalmente o Pequinês vai conhecer a muralha de verdade :)

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De volta a Olímpia

Depois de três dias comendo non-stop em Olímpia, voltei para SP encarando sete horas de trânsito anda-e-para na Bandeirantes (durante as quais dormi covardemente) e chuva. Delícia.

O feriado foi curtinho mas deu tempo de tirar umas fotos da casa, que no fim do ano foi completamente reformada/ restaurada. Meu pai morou lá antes de vir para SP e quis que tudo fosse o mais parecido possível com o original. Aí a Rosely, que é arquiteta, achou alguns ladrilhos e lustres guardados no forro, e o resto foi encomendado.

O projeto original é do irmão da minha avó, José Piton, e a casa foi construída no começo dos anos 60. Dá pra ver as linhas bem retas e os coloridos típicos da época principalmente nos banheiros, um verde e preto e um rosa (o que explica minha loucura por banheiros “mangueirenses”), e na cozinha inteira de ladrilhos azuis.

Banheiro da suíte principal

A pia é original. As pastilhas que fazem fundo na parede do espelho – que funciona como balcão e para dar mais privacidade à área do chuveiro e do vaso sanitário – foram colocadas na última reforma, pois os locatários haviam retirado os azulejos rosas originais. O bidê também foi resgatado do forro e reinstalado e o vaso preto é novo (Deca).

O segundo banheiro da casa é dividido pelos dois quartos de solteiro

Aqui sobrou pouca coisa para trabalhar. O piso de lajotinhas, assim como toda a louça cor-de-rosa e os azulejos, foi trocado  durante os 10 anos em que a casa foi alugada para terceiros. Restou à arquiteta, que trabalha com restauro de patrimônio histórico em São José do Rio Preto, fazer um mosaico om os poucos revestimentos originais resgatados pelos pedreiros.

A cozinha, com as paredes completamente cobertas de azulejos, havia sido pintada de branco com tinta epóxi. Uma firma especializada foi chamada para retirar a cobertura, revelando o material azul pastel.

Copa e cozinha - o piso estende-se para a área externa

Mais fotos no flickr.

No próximo post, pisos e luminárias.

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DIY

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Como eu já disse antes, sou fã dos móveis do estudio gloria. A-do-ro mesas e cadeiras coloridos como moveizinhos de boneca, sofás estampados combinando com papéis de parede igualmente estampados e assim por diante. É clichê falar isso, mas São Paulo já é (em maior parte) sem cor o suficiente para eu entrar em casa e querer ver mais cinza e bege.

Ano passado foi a reforma, este ano vai ser a decoração. Pedacinho por pedacinho vou transformar minha casa na versão paulistana de um pelourinho, na versão ‘interior design’ de uma colcha de retalhos, enfim, em algo parecido com a casa das minhas avós quando eu era criança.

Comecei encontrando uma mesa de fórmica antiga em Olímpia em uma loja de usados que chama (olha o plágio) Mercatudo. Ela era branca e estava com várias manchas de queimado. Levei lá mesmo numa movelaria para reformar e voilá:

A mesa custou R$ 80. A folha de fórmica custa pouco menos de R$ 100. A mão de obra varia conforme o seu marceneiro. Agora estou em busca das cadeiras que serão pretas, para fazer um conjunto abelha. Sugestões de onde comprá-las em SP?

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De volta

Gato na bolsa na mesa

Voltar para SP depois de um mês fora é sempre estranho. Demora para pegar o ritmo, lembrar de levar guarda-chuva e uma meia seca na bolsa, voltar a acordar cedo, ter fechamento, arrumar a casa…

A casa, aliás, estava cheia de coisas deixadas para depois. Logo que chegamos tiramos tudo das caixas e colocamos no lugar. Decidimos a posiçã dos móveis, mesmo que ainda não sejam os definitivos, finalmente o cara do granito terminou a bancada da cozinha (o atraso foi culpa nossa, não dele) e agora podemos guardar tudo nas gavetas sem que fique cheio de pó e pelo de gato no fim do dia.

Os gatos parecem ter gostado. A ex-mesa da cozinha tá passando como estepe da mesa de jantar que ainda não temos e é o novo lugar favorito do Azeitona. Na foto dá para ver ele dentro da minha bolsa, em cima da mesa. Também tem uma gata nova, a Olivia, que depois de passar 15 dias correndo dos mais velhos finalmente conseguiu se integrar.

Esta é a Olivia:

Oi

Tirei várias fotos para por aqui nas férias mas o cartão de memória da câmera enlouqueceu, precisou ser reformatado e perdi tudo. Tirarei novas no carnaval. E prometo que logo volto a postar diariamente.

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Handmade pledge

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O handmade pledge é um juramento de buscar coisas feitas à mão. Ele apareceu (para mim, porque já existe faz tempo) em um momento bem oportuno da minha vida. Acabei a reforma do apartamento e não sobrou nada para comprar móveis vintage incríveis como os do Estúdio Glória. Então, em 2010, eu pretendo ir mais longe: quero eu mesma customizar alguns móveis lá em casa e dar vazão ao meu desejo reprimido de fazer trabalhos manuais. O que não falta é inspiração e tutoriais online.

O vintage & chic, por exemplo, publicou o extreme makeover desta mesinha que, convenhamos, era beeeem feiosinha:

Certamente sua tia tem uma destas

E com um pouco de tinta, muita lixa e alguma paciência, ela ficou assim:

Azul turquesa e/ou verde água

Gosto de trocar madeira por cores (vão me chamar de pobre de novo, igual quando eu disse que trocava todos os porcelanatos do mundo – que acho jeca a valer – por um bom taco de madeira na sala) e adooooooro fórmica colorida (pobre pobre pobre!), então estou otimista. Afinal, deve ser muito mais simples “encapar” uma mesinha do que lixar e envernizar com cuidado para não ficar nenhuma falha na cerejeira, ou mogno, enfim… tenho certeza de que em um mês vou descobrir que estava errada. Veremos.

Mesa pink e armário amarelo, composição para poucos

Comentários de “você só gosta de fórmica porque não tem dinheiro para pagar madeira maciça” ali embaixo, por favor.

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Agreste em forma de móveis

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Eu confesso que sou fã do Marcelo Rosenbaum. Podem chamá-lo de populesco (o que eu considero um elogio), de vendido, de amigo do Luciano Huck, mas eu acho os projetos dele sen-sa-cio-nais.

Esta semana ele lança uma linha de móveis nova, chamada Caruaru, que vai ser vendida com exclusividade pela Micasa. As peças são inspiradas na Feira de Caruaru, que acontece há 200 anos no agreste de Pernambuco e é uma das maiores feiras livres do mundo.

Quase tudo é feito em pinus, aquela madeira clarinha considerada ralé até o ano passado e que em 2009 foi apontada como tendência pelas revistas de design suecas. As cores – e há muitas – são bem pernambucanas. Amarelo-sol, azul-céu, verde-mandacaru, laranja-caju e cinza-guará, tudo com cara de “estou-de-férias-e-tieta-é-minha-vizinha”, um clima que eu acho muito recomendável para quem mora em São Paulo.

A coleção inclui mesa, poltrona, cadeira, estante, raque, banco, bufê, armário, luminária de chão e outras delicadezas, totalizando 18 itens.  Quem quiser pode optar pelos modelos estampados com xilogravuras do mestre do cordel J. Borges (certamente você já viu um desenho dele, clique no link e confira).


Por serem muito coloridos, acho que vão parar na casa das pessoas que não tem medo de ousar ou daquelas que tem tanto medo que tudo é branco e, portanto, qualquer cor combina. Eu adoraria a cadeirinha com pufe para pôr na varanda.

O lançamento acontece amanhã, às 19h, na Micasa.