Depois de três dias comendo non-stop em Olímpia, voltei para SP encarando sete horas de trânsito anda-e-para na Bandeirantes (durante as quais dormi covardemente) e chuva. Delícia.
O feriado foi curtinho mas deu tempo de tirar umas fotos da casa, que no fim do ano foi completamente reformada/ restaurada. Meu pai morou lá antes de vir para SP e quis que tudo fosse o mais parecido possível com o original. Aí a Rosely, que é arquiteta, achou alguns ladrilhos e lustres guardados no forro, e o resto foi encomendado.
O projeto original é do irmão da minha avó, José Piton, e a casa foi construída no começo dos anos 60. Dá pra ver as linhas bem retas e os coloridos típicos da época principalmente nos banheiros, um verde e preto e um rosa (o que explica minha loucura por banheiros “mangueirenses”), e na cozinha inteira de ladrilhos azuis.
A pia é original. As pastilhas que fazem fundo na parede do espelho – que funciona como balcão e para dar mais privacidade à área do chuveiro e do vaso sanitário – foram colocadas na última reforma, pois os locatários haviam retirado os azulejos rosas originais. O bidê também foi resgatado do forro e reinstalado e o vaso preto é novo (Deca).
Aqui sobrou pouca coisa para trabalhar. O piso de lajotinhas, assim como toda a louça cor-de-rosa e os azulejos, foi trocado durante os 10 anos em que a casa foi alugada para terceiros. Restou à arquiteta, que trabalha com restauro de patrimônio histórico em São José do Rio Preto, fazer um mosaico om os poucos revestimentos originais resgatados pelos pedreiros.
A cozinha, com as paredes completamente cobertas de azulejos, havia sido pintada de branco com tinta epóxi. Uma firma especializada foi chamada para retirar a cobertura, revelando o material azul pastel.
Mais fotos no flickr.
No próximo post, pisos e luminárias.
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